sexta-feira, dezembro 02, 2005

A "cultura" galega

Está muito bem isto da cultura. Está bem a cultura galega, ainda que seja um clube fechado que se auto-alimenta: um escritor apresenta um livro a um certame literário onde os júris são colegas dele e dão-lhe o prémio porque sabem que ele vai devolver favor no seguinte certame... Falamos da música, ou das artes plásticas? Melhor, não, que não quero deprimir-me mais.

Ouvi dizer uma vez ao Suso de Toro que para entrar nos manuais de literatura galega bastava com ter um livro publicado. As grandes editoriais galegas não são negócios, são instituições que para se manter não têm de vender livros; abonda-lhes com cobrar subvenções. Por isso não vão a pique pese a que o que publicam é tão caro. Por isso não se preocupam da qualidade literária dos seus produtos. Por isso tanto junta-letras publica na Galiza (não poderia publicar em nenhum outro lugar que não tivesse uma cultura mantida artificialmente por meio de subvenções). Por isso não fornecem duma colecção de clássicos universais a preços acessíveis.

Para ser alguém no panorama cultural galego basta com dar a nota, como a Iolanda Castaño, a Cristina Pato ou tanto outro pseudo-artista. Por isso acabará todo o sistema no fracasso.

E a mediocridade instala-se no poder. Em Pontevedra, a qualidade dos actos culturais programados pelo Concelho não melhorou co governo do BNG e do PSOE. Muita festa nova, muita caralhada, muita gaita e uma tufarada a naftalina que esmaga as propostas mais interessantes (o casso do Cine-clube é o mais clamoroso). A única diferência com as anteriores corporações municipais radica em que é outra a gente que sanciona o que é aceitável (não é, senhor Acuña?).

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