sexta-feira, novembro 18, 2005

A Galiza, um país simbólico


A Galiza não tem existência real além da geografia. É um país fictício, de carácter mítico, construído a partir de fábulas simbólicas que ele próprio gera. Os celtas são um mito de valor simbólico, o mesmo que o são os dois Santiagos (a vila e o santo). Outro mito importante pelo valor simbólico é a pataca. A Galiza tem forma de pataca e o célebro dos galegos -é um facto- tem forma de pataca.

Se calhar, os símbolos mais grandes que tem a Galiza são Rosalia e Castelao. Este último incluso escreveu que, achava ele, a vaca era um símbolo tão importante para a Galiza que tínhamos de usar a sua imagem na moeda oficial dum hipotético estado galego livre.


O mar também é um símbolo-mito importante. E que dizer da gaita? Ou da empanada? Poucas coisas produzem tanta morrinha como uma empanada.

Por tanto, o galego não construe uma cultura, cria mitos, que é o que tem de fazer uma cultura subsidiária e periférica de acordo com a modéstia que corresponde a esse tipo de culturas. Os mitos-símbolos estão por cima da realidade -sempre mais feia e dura- e não aceitam a crítica (embora sim que aceitem a ironia, recurso muito extendido no galego -a retranca- que é o que nos salva como povo).

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